Era lá na Bahia de açúcar,
De coronel, sertão de Lampião.
Bahia miscigenada de café, leite e canela. Terreiro do espírito brasileiro.
E aquela molecada...era tudo orixá.
Iemanjá, de quando em vez, sussurrava melodia nas ondas bravias
Que se quebravam como notas de agonia naquele quartel sofrido.
A capoeira não combatia desdém de sinhozinho não!
Talvez o golpeasse a ponto de tropicar, mas não de cair.
O sangue que manchava a praia não provinha só de navalhada.
Os zoinhos nem úmidos eram mais,
Porque seca não afeta só caatinga.
- E quando tu tá sorrindo rapaz, depois de furtar um chapéu
Ou melar esse beiço de seio moreno?
- Pois não conhece máscara, não, baiano? Onde tu tava no bumba meu boi?
- Cê quer roubar, nego? Cê quer matar?
- Não , sinhozinho, quero amar”!